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Quanto custa um inventário de R$ 200 mil em Curitiba? Entenda os principais gastos

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advogada especialista em inventário

Quando uma pessoa falece e deixa um patrimônio de R$ 200 mil, uma das primeiras dúvidas da família é quanto será necessário desembolsar para regularizar a herança.

Em Curitiba, o custo de um inventário deve ser calculado conforme as regras aplicáveis no Paraná e as características do patrimônio deixado.

Um inventário composto por um único imóvel regularizado no valor de R$200.000,00, com herdeiros de acordo, terá um custo de mais de 12 mil reais, sem contar honorários de advogado.

Entenda quais despesas entram no custo de um inventário de R$ 200 mil:

O valor total costuma reunir quatro grupos de despesas: o ITCMD, os honorários do advogado, os emolumentos de cartório ou as custas judiciais e os gastos relacionados à documentação e à transferência dos bens.

O ITCMD é o imposto estadual incidente sobre a transmissão de bens e direitos em razão do falecimento. Sua apuração depende da legislação aplicável, da base de cálculo tributável e da situação patrimonial concreta. Não se deve presumir que todo o patrimônio informado será necessariamente tributado da mesma maneira, sobretudo quando há meação do cônjuge ou companheiro sobrevivente.

Os honorários advocatícios remuneram o trabalho jurídico necessário à condução do inventário, à análise dos documentos, à orientação dos herdeiros e à elaboração ou acompanhamento dos atos de partilha. O valor deve ser definido considerando o serviço contratado, a complexidade do caso e os parâmetros profissionais aplicáveis, inclusive a tabela da OAB do Paraná.

Também existem as despesas do procedimento. No inventário extrajudicial, realizado em cartório, há emolumentos pela escritura pública. No inventário judicial, podem incidir custas processuais e outras despesas próprias do processo. Em ambos os caminhos, a transferência dos imóveis exige atenção aos custos de registro, que não devem ser confundidos com o valor da escritura ou com as custas do inventário.

Por fim, podem ser necessárias certidões, avaliações, atualização de documentos, regularização de imóveis e outras providências. Nem todas essas despesas estarão presentes em todos os casos, mas é prudente considerá-las na organização financeira da família.

Simulação de custos para um patrimônio de R$ 200 mil

Para compreender como os valores se distribuem, considere um exemplo hipotético: uma pessoa faleceu deixando patrimônio avaliado em R$ 200 mil, sem dívidas relevantes, e os herdeiros pretendem regularizar a sucessão.

A tabela abaixo ilustra como uma das despesas pode ser calculada. Os valores de honorários, cartório, custas e registro não são fixados aqui, porque precisam ser apurados conforme a modalidade escolhida, as tabelas vigentes e as particularidades do caso.

Despesa Como estimar
ITCMD Aplicar a alíquota estadual pertinente sobre a base tributável apurada – em 2026 é 4%
Honorários advocatícios Consultar o advogado que deseja contratar.
Escritura ou custas judiciais Verificar a tabela aplicável à modalidade de inventário.
Registro dos bens Consultar os emolumentos do registro competente para cada bem
Certidões e documentos Levantar os documentos exigidos e eventuais despesas de emissão ou regularização

 

Se quiser entender exatamente como fazer esse cálculo, veja:

Quanto custa um inventário?

Quanto custa um inventário em cartório em Curitiba/PR em 2026?

 

Exemplo meramente ilustrativo: se, apenas para fins de cálculo, considerando bens no valor de R$ 200 mil sem meação, teremos:

4%, o ITCMD corresponderia a R$ 8 mil.

Funrejus (pago ao cartório) R$700,00

Escritura (considerando inventário em cartório): R$ 1.561,79

Registro no Registro de imóveis? R$1.500,00

Certidões: R$358,00

Total R$12.119,79 – sem honorários

 

Inventário em cartório ou judicial: qual pode custar menos?

O inventário extrajudicial é realizado por escritura pública, com assistência de advogado, quando estiverem preenchidos os requisitos legais e normativos para essa modalidade. Em situações adequadas, ele pode simplificar o procedimento e evitar parte das etapas próprias de um processo judicial.

Já o inventário judicial tramita perante o Poder Judiciário e pode ser necessário em razão das circunstâncias da sucessão, inclusive quando há controvérsias que exigem decisão judicial ou outras situações previstas em lei. A existência de um conflito não deve ser analisada isoladamente: é preciso verificar a natureza da divergência e as regras aplicáveis ao caso concreto.

Não é correto afirmar que o inventário em cartório será sempre mais barato ou que o judicial necessariamente custará mais em qualquer situação. O custo total depende dos atos necessários, dos bens envolvidos, da documentação disponível e da existência de questões que demandem atuação adicional.

Além disso, a escritura pública ou a decisão judicial não substitui, por si só, todos os atos posteriores de transferência. Se houver imóveis, por exemplo, é preciso considerar o registro do título no cartório de registro de imóveis competente.

 

Como obter uma estimativa mais precisa em Curitiba?

Para calcular o custo de um inventário de R$ 200 mil, o primeiro passo é identificar quais bens foram deixados, como estão documentados e qual parcela efetivamente integra a herança. Também é necessário verificar o regime de bens do falecido, a existência de cônjuge ou companheiro sobrevivente, o número de herdeiros, eventuais dívidas e a existência de acordo sobre a partilha.

Com essas informações, é possível analisar se o inventário pode ser realizado em cartório ou se será necessário recorrer à via judicial. A partir daí, devem ser levantados o imposto, os honorários e as despesas cartorárias ou judiciais, incluindo os custos para registrar os títulos ao final.

A tabela de honorários da OAB/PR e as tabelas oficiais de custas e emolumentos devem ser consultadas em suas versões vigentes. Os valores podem ser atualizados, por isso estimativas antigas ou baseadas em outros estados não devem ser utilizadas como orçamento definitivo para um inventário no Paraná.

Advogada especialista em inventário em Curitiba/PR

Fabiana Mendes Advocacia é um escritório especializado em Direito de Família e Sucessões, com atuação estratégica em inventários, organização patrimonial e proteção jurídica de bens familiares.

O escritório está localizado no Bairro Juvevê, em Curitiba/PR, e oferece atendimento personalizado, com hora marcada, discrição e acolhimento — sempre com um olhar técnico e atento à proteção dos seus direitos.

Fabiana Mendes é a advogada responsável pelo escritório e possui mais de 14 anos de experiência, atuando de forma especializada em Direito de Família e Sucessões, Planejamento Patrimonial e Sucessório e Direito Imobiliário.

Se você precisa fazer um inventário em Curitiba e deseja entender os custos envolvidos antes de iniciar o procedimento, uma análise individualizada permite organizar as despesas, identificar possíveis obstáculos e escolher o caminho juridicamente adequado para regularizar a herança.

Perguntas frequentes sobre o custo de um inventário de R$ 200 mil

O inventário de R$ 200 mil tem um custo fixo?

Não. O custo depende do imposto aplicável, dos honorários advocatícios, das despesas de cartório ou judiciais e dos atos necessários à transferência dos bens. O valor do patrimônio é apenas um dos fatores do cálculo.

O cônjuge sobrevivente paga imposto sobre a meação?

A meação corresponde, em regra, à parcela do patrimônio que já pertence ao cônjuge ou companheiro sobrevivente em razão do regime de bens. Ela não se confunde com a transmissão por herança. A incidência tributária deve ser examinada sobre a transmissão efetivamente tributável, conforme a legislação aplicável.

O inventário em cartório é sempre mais barato?

Não necessariamente. A modalidade extrajudicial pode ser mais simples em casos que atendam aos requisitos legais, mas a comparação precisa considerar todos os custos envolvidos, inclusive escritura, honorários, documentos e registros posteriores.

Quando devo procurar uma advogada especialista em inventário?

É recomendável buscar orientação assim que for possível reunir os documentos iniciais do falecimento e dos bens. Isso ajuda a verificar os prazos, identificar a modalidade adequada e calcular as despesas antes de avançar com a regularização patrimonial.

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